A Caminho da Verdade...

"Não sou dono da verdade, nunca serei mas farei de tudo para me aproximar dela. O segredo está na pesquiza e na constante actualização dos ideais que nunca poderão ser arquivados" Matunga - 2006

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

UMA QUESTÃO DE... NACIONALISMO

Quando ouço discursos de generais americanos, assusto-me. Nos filmes e séries eu compreendo toda aquela treta pró-americana, patriótica e tal, porque si que aquilo é uma máquina de fazer dinheiro, um gigantesco aparelho de marketing de tal forma que estamos todos a copiar agora a cultura americana, ou melhor, o estilo de vida americana. Mas assusta-me o patriotismo da máquina de guerra americana, tal como me assusta a religiosidade dos extremistas árabes. Pois, não obstante estes tipos, os americanos, andem a dizer crer em deus, parece-me que a sua crença é outra: América.

Ontem, na TV, um almirante a ser entrevistado por Jon Stewart disse que os seus soldados são patriotas, amam o país e dariam a vida por ele. Deus do céu!!!

Na América há racismo, pretos que odeiam brancos e vice-versa, mas mais facilmente, parece-me, um afro-americano (como ridiculamente são chamados os pretos) bombardearia a África em nome da White America (li as letras do Eminem) do que arriscar a ser chamado de mau americano, não dando a vida pelo país. (Obs.: convenhamos que nem todos eles são assim tão bestas).

Mas não só os americanos são assim tão loucos ou sofreram bastante lavagem cerebral para serem patrioticamente estúpidos, não, todo o mundo é assim. O tópico chegou-me à cabeça por causa de um deles, porém não estou a reflectir sobre eles em particular, mas sobre a humanidade.

Já ouvi pessoas a dizerem: tenho orgulho em ser português, tenho orgulho em ser preto, tenho orgulho em ser drogado, tenho orgulho em ser puta, entre outros, que fico admirado. Porque moi ici não tenho orgulho em ser nada. Sou guineense, sou preto, mas não tenho orgulho em ser nada disso. O único orgulho que eu tenho é ser quem eu sou e como o sou. Podia ter nascido marciano, azul ou transparente, e embora saiba que isso contribuiria para me formar, não seria a minha essência, tal como a minha pele e o sítio onde nasci não a são.

Eu amo o meu país, Guiné-Bissau, porque deu-me o berço e sinto-me melhor nele do que em qualquer outro sítio do mundo, mas amo Portugal, porque nesta altura é a minha casa e tenho o dever de gostar e cuidar da minha casa para viver nela melhor, mas eu não atacaria a ninguém e nem daria a vida por nenhum deles. (Bom… se neste momento a América resolvesse atacar Portugal provavelmente eu estaria nas fileiras dos que iam levantar a arma contra, não por patriotismo mas simplesmente porque intrusos me estão a invadir a casa com intuitos impróprios.) Por que razão devia ter orgulho em ser preto ou em ser guineense, se não escolhi ser nenhum deles? E por que razão teria orgulho em ser americano ou branco se de igual modo não teria escolhido sê-los? Eu tenho orgulho em fazer este blog, eu tenho orgulho em assumir os meus pensamentos e palavras (mesmo sabendo que o que estou agora a dizer um dia poderá vir a custar-me sendo erroneamente interpretado), eu tenho orgulho dos meus (embora não os tenha escolhido também, mas são gentes e não coisas ou ideologias), mas orgulho da raça ou nacionalidade, não, não tenho.

Fala-se globalização, mas tal nunca irá acontecer (pelo menos em termos de humanismo e não de controlo económico), porque nós não pensamos no círculo do universo, mas em círculos mais pequenos, individuo, famílias, parentes, amigos, grupos, classes, bairros, distritos, país, continente, para em último chegar a humanidade… Ok!, eu sei que há grupos que já formaram comissão de boas-vindas para os aliens, porque são criaturas vivas, mas também esses são tão progressivos que nem vêm o que acontece aos seus vizinhos.

O patriotismo ou o nacionalismo é a capa de inocência com que envolvemos a xenofobia e o racismo. Um judeu ataca a palestina por nacionalismo; o americano é ensinado a odiar o árabe por nacio… por petróleo; a Frente Nacional quer correr com os estrangeiros por nacionalismo; um hooligan ataca um francês num jogo de mundial por… estupidez.

Uma coisa que admiro nas Testemunhas de Jeová é que os desgraçados não saúdam a bandeira, nem cantam hinos nacionais porque perceberam que isso é idolatria, uma religiosidade não declarada, e só usam bilhetes de identidade porque não podem passar sem: é o 666.

Eu recomendaria aos activistas de movimentos anti-racismo e afins que se concentrassem mais em curar o nacionalismo, pois revela-se mais perigoso que as questões dos círculos menores.

Terça-feira, Agosto 04, 2009

A HOMOSSEXUALIDADE É DOENÇA



Estive a ler Yvan Lerger, Desvios Sexuais, no capítulo onde ele fala de homossexualidade, refere-se a essa questão como se fosse uma doença. Eu não sou psicólogo, mas confiro-me autoridade suficiente para contrariar esse senhor, autoridade esta apoiada pelos seguintes artigos (só de exemplo): este e mais este.
É ridículo considerar homossexualidade uma doença só porque a tendência geral é a heterossexualidade. Aliás, se formos ver bem, então doentes neste planeta seriam os honestos, altruístas e ateus, porque somos ensinados que o mundo é cruel e portanto temos de sê-los também para poder sobreviver. Mas isso não é assunto para este capítulo.
Entretanto, vou dar um desconto ao Dr. Yves considerando a época em que escreveu esse livro e mentalidade que imperava nessa altura, vou fechar os olhos e não ver que por causa de autoridades, moralistas ou científicas, tendenciosas é que o nosso mundo continua estagnado em preconceito vários. Bem como Pierre Boulle n’O Planeta dos Macacos com maestria ridicularizava: uma sociedade de orangotangos que mandam na ciência com dogmas e tretas não permitindo que se chegue ao passo seguinte porque têm medo de verem a sua autoridade derribada.
A homossexualidade, para alguns idiotas preconceituosos que se julgam sábios, não é doença, não significa instabilidade mental, significa simplesmente escolha. As pessoas não nascem homossexuais, não nascem com coisa alguma, simplesmente são educadas ou fazem a sua escolha por motivos diverso algures no caminho da sua vida enquanto se formam e se consolidam. Homossexualidade é doença? Ridículo.
Não bastam os religiosos, com as suas cruzadas fictícias, a chatearem os homossexuais… não bastam os hipócritas que curtem bué um show de lésbicas, mas atacam os homossexuais masculinos, porque são contra a homossexualidade… não basta o medo de ostracismo pela sociedade… ainda vêm psicólogos ou sexólogos a escreverem livros com finalidade de instruir uma massa a dizer que a homossexualidade é doença!!!
Porra! Se formos ver bem, doentes seriam os heterossexuais. Pelo menos até hoje ainda não tive conhecimento de uma violação “homossexual”, possivelmente temendo o estigma, tal como muitas mulheres não participam quando são violadas, os homens muito menos o fazem. Alguém pode objectar dizendo que nas prisões ocorrem violações homossexuais, mas eu diria não, pois os que violam os outros na prisão são heterossexuais. E sabemos bem dos tipos de psicoses que espaços fechados como prisões podem criar nos indivíduos.
Eu fui criado heterossexual, e confesso ter também alguns preconceitos em relação a homossexuais, preconceitos estes cada vez mais minimalizados... mas digo que cada um manda no seu cu, cada um tem o direito de fazer o que quer com ele (alusão a homo-homens). Se se estranha a alguém como é que um homem pode gostar de sexo anal (estou a tentar usar uma linguagem menos chunga) ou de beijar outro homem, pode simplesmente pensar como é que as mulher gostam de sexo anal e de beijar-nos. Se elas adoram quando nos beijam, porque não poderia um outro homem adorar quando beija um igual? Se elas gostam do sexo anal, porque não gostaria um homem? Nós somos moldados pela nossa educação e ficamos presos a isso, mas lá porque outras pessoas são diferentes de nós não significam que sejam doentes e nem que devem ser maltratadas (em todas as acepções da palavra e em todas as outras que ela pode obter)… revisem a questão na vossa cabeça.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

RAPIDINHAS

Vi Obama na televisão esta semana a confessar-se perante o povo, pelo menos a parte não besta e facilmente levada. O que ele fez foi simplismente afastar os papéis (que significa que alguém os escreveu para ele) e proferiu qualquer coisa como: vou-vos falar hoje sinceramente e de coração (significando que toda a camapanha e tudo o resto eram só balelas)... mas nós sabemos que esse suposto discurso de coração já tinha sido ensaiado antes... ou não sabemos?

Nas páginas de Destak, na rubrica carta de leitores, apareceu um tipo a dizer, referindo-se ao incidente de violência no bairro da Bela Vista que começou com um assalto e resultou na morte de um desgraçado abatido pela polícia, que a irmã ou vizinha deste não devia ter voz, que não se deve dar voz aos marginais... eu pergunto, e aos acéfalo?

Quinta-feira, Março 05, 2009

DESCUBRA DUAS DIFERENÇAS












Eu adorei A Lista de Schindler, O Caso Odessa e muitos outros.

Caramba!, não me entendam mal, adorei porque foram filmes que me tiraram da minha zona de conforto, não porque andou ali um sacana ariano a assar judeus.

Judeus, judeus, pobres desgraçados. Alguém aqui já leu O Último Justo deAndre Schwarz Bart? O livro abre com a história de Judeus a serem chacinados na Europa e tentando sobreviver e manter as crenças. É tocante, é revoltante.

Foram mortos mais de seis milhões de judeus, diz-se, e eu não acredito, embora saiba que quem diga que isto constitiu falsidade é condenado, felizmente não vêm muitas pessoas a este blog. A Alemanha, perdão, os nazis não mataram apenas judeus, mataram tudo o que era diferente e contra eles. E permitam-me a blasfémia, se os judeus eram assim tantos, para seis milhões serem mortos e sobrarem ainda outros tantos milhões, se calhar mereciam, porque senão acabariam por ficar eles com a Alemanha. Isto é pesado, eu sei, mas assumo.

Eu sempre tive pena do povo judeu. Conheci-o pela Bíblia, o povo querido de Deus, depois pelos romances e pelos filmes, portanto simpatizava com eles. Pois, ninguém merece ser assim tratado.
Mas soube depois das medidas compenstórias, a Alemanhã a pagar tributos a Israel, a Europa a favor dos coitadinhos, a América a apadrinhá-lo, achei justo, muito justo, nem sequer me lembrei que sou de uma raça incontáveis séculos fodido pela ganância europeia, cujo país e continente ainda se encontram destroçados sem conseguirem encontrar um rumo certo, mas que ninguém se lembrou de indemnizar pelos danos. Os judeus foram indemnizados porque foram mortos, nós fomos mortos, vendidos e fodidos e ainda somos explorados... mas esta refrão é de outra cantiga.

Os judeus, eu descobri depois, e revolta-me, não são os coitadinhos que parecem ser e que o manual da História Universal disse que foram. Vamos ver, a história deles, escrtio na Bíblia e percebemos que sempre foram um povo violento e, tal e qual os americanos, não passam anos sem se verem metidos em guerra.

Começamos com Abraão em guerra. Depois, vamos para a migração para Egipto, onde enfrentaram o primeiro partido nazi, que por acaso só os usou, tal como usou muitos outros povos, como escravos. Saíram do Egipto, acho que misturados com outros povos que assimilaram e começaram as guerras e matanças tentando encontrar o lugar deles, praticando a política de terra queimada, a mando de Deus, El, Javé, Jeové, Eu Sou... mas isso também é outra história.

Israel nunca viveu em paz com os outros, querendo dizer que não estava em paz consigo. Mas não pretendo com isso, que merecem ser assados pelos nazis. 

Entretanto, se eles não merecem ser assados, dominados, explorados e abusados por outros povos, por que estão a fazê-lo aos palestinos?

Qual é a diferneça entre judaísmo e nazismo? Eu só vejo o hexagrama e a cruz suástica, aliás ambos são símbolos de uma ideia de intolerância, ah, e também as cores. 

Continuam a chocar-me filmes de campos de concentração, o último que vi foi O Rapaz do Pijama às Riscas, mas não me chocam porque eu vejo judeus, mas sim porque vejo homens a serem tratados pior que animais, por isso, rebelo-me contra Israel quando apesar do reboliço que fez e das simpatias que exige porque um bom par dos seus foi morto sadicamente há um bom par de anos, está em plena actualidade a tratar outros pior do que foi tratado.
Se alguém encontrar as diferenças é favor apontar.

Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

WHITE PRIDE RELOADED

Tinha dito que ia falar do post anterior WHITE PRIDE, demorou, mas finalmente. Vou tentar seguir parágrafo a parágrafo o texto e dizer os pontos da discordância.


Existem os americanos-americanos, disse o autor, e outros tipos de americanos cuja justaposição do nome se faz com outros identificadores tais como hispano, sino, afro, luso e não sei quantas. Pois bem, ele tem razão, tem mesmo. Mas quem inventou isso, essa diferenciação, não foram os americanos que se julgaram americanos puro-sangue, e que, portanto, os outros mereciam outras identificações que lhes mostrassem a diferença? Nativos americanos para os índios. Mas nesse contexto os índios são os puro-sangue, porque os restantes vieram da Europa levados pela colonização. E se eles deixaram de ser europeus, ou euro-americanos, para serem apenas americanos, por que não eram os pretos nascidos na América apenas americanos?

Os pretos e os outros julgam que não são racistas isso é certo. Mas todos são, os Panteras Negras e companhia eram todos racistas, aliás, até mesmo Ghandi era racista; porém tem uma coisa entre ser racista porque se tem que lutar pelos direitos e outro porque se quer negar os direitos a alguém que seja diferente.

Conheço monte de pessoas pretas que por qualquer coisa dizem: os tugas são racistas… e de facto, a maioria tuga é. Mas eles, esse monte preto, também não percebem que são racistas, porque são pretos. No filme “Ganda Moca Meu – A Fuga”, há uma cena no aeroporto onde um dos protagonistas é chamado para uma revista aleatória e começa a discutir que isso aconteceu porque era indiano e a acusar o revisor de racista, ao que este responde, com estranheza: “Dude, I’m black”. Ou seja, eu sou negro, sinónimo: não-racista. Não, não ser negro não significa não ser racista.


Entretanto, dificilmente podemos identificar um grupo de negros racistas no meio de brancos, porque eles constituem a minoria. E o que o autor do texto anterior se esqueceu é que os grupos que chamou constituem a minoria. Por que é que há o dia das mulheres? Não porque elas sejam a minoria, mas simplesmente porque foram minorizadas, escravizadas durante tempos, impedidas de trabalhar, impedidas de votar, de tal forma que acabaram por criar um dia para se manifestarem. O dia de orgulho branco é todos os dias, devia sentir-se ditador por causa disso, visto que aos negros só é reconhecido um dia.

Não faria sentido algum na África os negros instituírem o dia de orgulho negro, porque lá todos os dias é-se negro sem que isso seja ofensa a ninguém. Nem fazer marcha para direitos dos pretos, porque se esses direitos não existem nalguns países ditadores, não é porque o canto oposto seja branco, mas ditador. Entretanto, os pretos fazem marchas no mundo branco pedindo os direitos porque quem lhes roubam esses direitos são os brancos.

Não creio que haja sentido em falar de orgulho branco sem que isso tenha mesmo um toque racista, porque a História diz que os brancos colonizaram o mundo e impuseram-se. Entretanto, concordo que se deve refrear essa treta de racismo praqui e racismo praí, porque, na maioria das vezes, é fútil e acaba por criar problemas que nem sequer deviam ser problemas. Por exemplo, no filme “Superbad” há uma cena em que um polícia se dirige a uma testemunha, que era preta, mas não quis chamá-la de preta porque isso podia ser considerado racismo.

Epá, somos todos homens, somos, existem diferenças, existem, pode-se aceitar a diferença numa boa e conviver com ela, afinal isto não tinha piada se fossemos todos iguais, além de que não podemos ser todos iguais.

Conclusão, quando li na primeira vez o texto WHITE PRIDE reconheci-lhe muito sentido, mas agora que estou a acabar este, sem mesmo dizer tudo o que podia ter dito, ou analisar todas a vertentes do white pride", reconheço infantilidade e uma análise superficial no texto e agora rotulo-o de risível.

Sábado, Dezembro 13, 2008

EXPLORAÇÃO INFANTIL



Qual é o mais correcto?

Um filho de um vendedor cigano com 7 anos de idade a gritar na feira: olha DVDêêês, cinco euuuuurôôs!!!, ou outro com 7 meses de idade a fazer publicidade num programa de TV?

A escolha fica por vossa conta. Entretanto, a mim chateia-me a tanta hipocrisia que gira em torno de trabalho infantil. Defendem que as pessoas deviam começar a trabalhar quando atingissem a maioridade, mas apenas o fazem às crianças que andam na rua a pedir esmolas ou a ajudar os pais na venda; daquelas que aparecem nos programas da TV ou nos filmes, ou que lançam álbuns musicais não dizem nada. Por quê?

Eu sei que a Justiça, se é que existe, não é cega (se já fora, agora fez uma operação aos olhos), entretanto faz-me espécie que se condene os pais das crianças que mendigam na rua e não o façam aos das crianças que vemos nos cinemas. Em boa justiça, os pais cujas crianças estão na rua a apregoar dvds pirateados ou artigos roubados têm muito mais razão e motivo para porem os seus filhos nesse local e naquele trabalho, visto que necessitam de dinheiro para sobriver, e possivelmente o que o filho vai ganhar até o fim do dia é que lhe vai garantir a sobrevivência do dia seguinte. Já os pais ricos que metem os filhos a trabalhar no cinema ou na publicidade da TV não têm essa desculpa.

Passava um programa na SIC com uma miúda que fazia de assistente do apresentador, devia ter uns nove anos ela, o programa acho que se chamava dominó; na Disney Channel as crianças fazem o gosto dos telespectadores apresentando programas... mas ninguém se queixa, ninguém reclama da exploração infantil... mas ninguém pensou que isso é do pior tipo de exploração que existe. Por que metem lá crianças senão para ganhar audiência, para criar uma espécie de identificação do público infantil com os apresentador e para desta forma fazer mais dinheiro. Todos sabem que as crianças agora estão cada vez menos a quererem ser bombeiro, astronautas, polícias ou médicos, e a cada vez mais a serem músicos, jogadores ou actores famosos, o que se reflete muito na diminuição da capacidade intelectual que os professores têm acusado nos seus relatórios.

Eu não sou a favor da exploração infantil, mas vamos lá tentar ser equinames: se não vamos criticar os putos que estão a trabalhar para empresas multimilionárias para as tornar mais ricas não critiquemos o desgraçado pai que sofre por não ver poder ver o filho na televisão (e quando isso acontece é para ouvir os cretinalistas sociais a falar mal dele) e ainda o tem na rua a viver miseravelmente e a fazer o trabalho que ele não gosta.

Quem não sabe da segregação que se suporta na sociedade hodierna? E ainda não querem que os pais preparem os filhos para sobreviver da única forma que conhecem?

De dois males o menor! Eu também prefiro a situação na primeira foto do que nesta última; todavia, quando se vai falar de exploração infantil não escolham a franja social desprotegida para apontar o dedo, mas apontem o dedo a vós mesmos, milionários que controlam empresas multinacionais e cadeias televisivas e etc., e verão que os pais não punham os filhos a serem explorados por vocês mesmos se tivessem forma de os livrarem disso. Portanto, basta de hipocrisia.

Segunda-feira, Julho 28, 2008

WHITE PRIDE

Uma amiga mandou-me este texto por mail, e eu achei que merecia ser lido por outras pessoas e discutido. Reconheço algumas verdades nele apresentado, razão por que estou a veiculá-lo, porém, digo que essas verdades, embora as sejam, estão condicionadas a determinados factores que, talvez noutro post, vou falar. Pois, há aqui uma questão sociológica profunda que não sei se tenho capacidade para destrinçar, mas enfim, não sou o dono da verdade...

Por enquanto, leiam o texto e reflictam.


Michael Richards, conhecido como Kramer da série televisiva Seinfeld, levantou um bom problema. O que se segue é o seu discurso de defesa em tribunal depois de ter feito alguns comentários raciais na sua peça de comédia. Ele levanta alguns pontos muito interessantes:


ORGULHO EM SER BRANCO

Finalmente alguém diz isto.

Quantas pessoas estão actualmente a prestar atenção a isto? Existem Afro-Americanos, Americanos Hispânicos, Americanos Asiáticos, Americanos Árabes, etc.


E depois há os apenas Americanos.

Vocês passam por mim na rua e mostram arrogância. Chamam-me 'White boy,' 'Cracker,' 'Honkey,' 'Whitey,' 'Caveman'... e está tudo bem. Mas quando eu vos chamo Nigger, Kike, Towel head, Sand-nigger, Camel Jockey, Beaner, Gook, ou Chink, vocês chamam-me racista. Quando vocês dizem que os Brancos cometem muita violência contra vocês, então por que razão os ghettos são os sítios mais perigosos para se viver?

Vocês têm o United Negro College Fund.

Vocês têm o Martin Luther King Day.

Vocês têm Black History Month.

Vocês têm o Cesar Chavez Day.

Vocês têm o Yom Hashoah.

Vocês têm o Ma'uled Al-Nabi.

Vocês têm o NAACP.

Vocês têm o BET [Black Entertainment Television] (tradução: Televisão de Entretenimento para pretos)

Se nós tivéssemos o WET [White Entertainment Television] seriamos racistas.

Se nós tivéssemos o Dia do Orgulho Branco, vocês chamar-nos-iam racistas. Se tivéssemos o mês da História Branca, éramos logo taxados de racistas.

Se tivéssemos alguma organização para ajudar apenas Brancos a andarem com a sua vida para frente, éramos logo racistas.

Existem actualmente a Hispanic Chamber of Commerce, a Black Chamber of Commerce e nós apenas temos a Chamber of Commerce.

Quem paga por isto?

Uma mulher Branca não pode ser a Miss Black American, mas qualquer mulher de outra cor pode ser a Miss America.

Se nós tivéssemos bolsas direccionadas apenas para estudantes Brancos, éramos logo chamados de racistas.

Existem por todos os EUA cerca de 60 colégios para Negros. Se nós tivéssemos colégios para Brancos seria considerado um colégio racista.

Os pretos têm marchas pela sua raça e pelos seus direitos civis, como a Million Man March. Se nós fizéssemos uma marcha pela nossa Raça e pelos nossos direitos seriamos logo apelidados de racistas.

Vocês têm orgulho em ser pretos, castanhos, amarelos ou laranja, e não têm medo de o demonstrar publicamente. Mas se nós dissermos que temos 'Orgulho Branco', vocês chamam-nos racistas.

Vocês roubam-nos, fazem-nos carjack, disparam sobre nós. Mas, quando um oficial da policia Branco dispara contra um preto de um gang ou pára um traficante de droga preto que era um fora-da-lei e um perigo para a sociedade, vocês chamam-no racista.

Eu tenho orgulho.

Mas vocês chamam-me racista.

Por que razão só os Brancos podem ser chamados de racistas?


Só para fechar o post digo: talvez não saibam, mas eu sou preto.